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Estudo prova que cirrose pode ser reversível e método de tratamento é aplicado em Curitiba
Trabalho norte-americano traz esperança para alcoólatras
Um trabalho do médico norte-americano Scott Friedman, da Escola de Medicina de Monte Sinai, publicado no "Journal of Hepatology" do mês passado, mostra processos de involução da cirrose, uma das principais causas do câncer de fígado. "É uma esperança, principalmente, para os alcoólatras", destaca o hepatologista Marcial Ribeiro, da Fundação das Doenças do Estudo do Fígado, ressaltando que o estudo "desmistifica processos ditos como definitivos". Na abertura do trabalho, Friedman afirma que "os clínicos devem agora ver a fibrose do fígado sob nova luz". A cirrose é a causa mais comum de morte nos Estados Unidos sem ser câncer. São trinta mil mortes por ano.
Vinte e cinco por cento das cirroses não tem etiologia definida. Os outros 75% tem causas específicas: álcool, vírus, doenças metabólicas, causas medicamentosas e causas imunológicas. O vírus da hepatite C é um processo de evolução para a cirrose e uma das principais causas para transplante de fígado. As condições que podem causar cirrose são: a idade, ou tempo de infecção; doenças associadas ao álcool ou ao vírus B; ser do sexo masculino e ter obesidade; infecção por Aids; ter passado por tratamento com imunossupressores e sofrer transtorno no metabolismo do ferro.
Segundo Marcial Ribeiro o estudo de Friedman abre nova perspectiva no tratamento das doenças do fígado. "O médico, agora, deve ficar mais atento em suas investigações porque desde que se conheça o agente etiológico e se trate convenientemente a cirrose, ela pode involuir. Assim, a cura da hepatite pode eliminar as chances da cirrose e, como conseqüência, o câncer do fígado". A ecografia, ressalta o hepatologista, é o diagnóstico mais confiável para se detectar uma fibrose, o primeiro passo para a cirrose. O tratamento com drogas antifibróticas já vem sendo feito na Fundação de Estudos da Doença do Fígado.
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